Se for comparar o caso das famílias do galpão do Pindorama com o dos ocupantes das baias da prefeitura, nos fundos do Jardim Nova Conquista (Zona Leste) a construção do Centro Comunitário vai demorar.
O estábulo foram ocupados no iníco do ano, quando 22 famílias invadiram o local e improvisaram divisões. Depois de longas conversações, as famílias aceitaram ser assentadas em um terreno adquirido pela Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) na Zona Sul. Contudo, mais de meio ano depois, não há previsão para o início das obras do loteamento.
Enquanto isso, as famílias, atualmente em menor número, improvisam como podem para sanar os problemas de estrutura. Placas e cobertores fazem as vezes de paredes e o córrego é a única fonte de água para banho e lavagem de roupa. Banheiros também não existem.
''Nesse inverno está difícil, aqui venta muito'', afirma o roceiro Fábio Junio Duarte Ferreira, 24 anos, um do líderes do grupo. Ele, a mulher e dois filhos vivem em um espaço de menos de 10 metros quadrados. ''Fazer o que, a gente realmente não tem para onde ir'', argumenta. O perfil dele é semelhante ao das famílias do Pindorama. ''Não conseguia pagar aluguel, morei um tempo de favor e aí não dá certo'', comenta.
Segundo o presidente da Cohab, Carlos Eduardo Afonseca, um problema de documentação dos terrenos comprados foram responsáveis pelo atraso na entrega dos lotes. Parte do IPTU da área não estava paga. ''Aí não podemos tirar certidões e dar início ao processo'', afirma.
Ele acredita que até o final do ano o problema esteja solucionado. O valor das prestações para as famílias deve girar em torno de R$ 30 mensais. Depois disso, o estábulo será demolido para evitar novas invasões. (A.S.)

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