Famílias cobram decisão sobre aeroporto
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quinta-feira, 05 de novembro de 1998
Lucilia Okamura 
Moradores da Rua Fausto Nicásio Sampaio, no Jardim Vale Verde, (zona leste de Londrina) querem uma definição da prefeitura sobre a desapropriação dos terrenos para ampliação e modernização do aeroporto. Elas alegam que ainda não foram procuradas para negociação e se sentem de mãos atadas, já que não podem realizar reformas ou vender as casas.
A Rua Fausto Sampaio é paralela à Avenida Salgado Filho, composta de vários lotes vazios e apenas três com casas construídas. A dona de casa Valdirene Cosmos da Silva, moradora há quatro anos na rua, diz que grande parte dos terrenos está desabitada justamente pela indefinição. Já apareceram vários interessados em comprar, mas quando ficam sabendo dessa história de desapropriação, eles desistem, afirma. Valdirene quer ampliar a casa e construir o muro, mas não toma providência porque está esperando uma resposta da prefeitura.
A dona de casa Vera Lúcia Ribeiro quer saber detalhes sobre o processo de desapropriação. Não sabemos se vamos receber dinheiro ou um outro terreno em troca, observa. O morador Pedro Ferreira afirma que já procurou obter informações junto à prefeitura, mas não conseguiu respostas diretas.
Os moradores dizem que preferem continuar morando nas redondezas. Eu vou ficar muito sentida se tiver que sair daqui, afirma Vera Ribeiro.
O processo de desapropriação das áreas necessárias para reforma e ampliação do aeroporto está na Câmara de Vereadores. É que a desapropriação depende de aprovação de projeto de lei, que já foi retirado de pauta quatro vezes. Os vereadores alegam que não têm informações suficientes sobre as demais áreas a serem doadas, sobre o projeto de ampliação da pista e terminal de passageiros e ainda sobre a elaboração do Relatório de Impacto Urbano (Riau).


