Seis famílias carentes de Maringá, que moravam em situação de risco, ganharam casas de 32 metros quadrados graças a um projeto desenvolvido por empresas da iniciativa privada. Os terrenos, no Jardim Alzira, foram doados pela prefeitura e os insumos pelos revendedores de materiais de construção. A obra foi executada por profissionais da área.
A iniciativa partiu do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Noroeste (Sinduscon-Nor), que junto com o Sindicato das Empresas de Materiais de Construção (Simatec), deve receber apoio dos clubes de serviços. O presidente do Sinduscon-Nor, Adolfo Cocchia Júnior, explica que a intenção é apoiar os projetos públicos de combate ao déficit habitacional.
Nos últimos cinco anos, Maringá ganhou mais de 2 mil unidades do Sistema Financeiro da Habitação, mas o déficit ainda está próximo a 5 mil unidades. ‘‘O problema maior são as famílias de baixa renda, que moram em casas precárias e muitas vezes não têm condições nem de pagar uma prestação baixa’’, diz Cocchia Júnior.
Os materiais usados nas casas são de primeira e os projetos foram adequados de acordo com as famílias assistidas. ‘‘Nas cozinhas colocamos revestimento de padrão doado pelas empresas’’, revela Cocchia. Os dois sindicatos pretendem agora receber apoio de outros setores, mesmo de fora do setor de construção civil, para manter o programa.
Um dos moradores das novas casas, o chapeiro Leonildo Pereira Lourenço, disse que morava em uma casa ‘‘muito ruim’’ no Jardim Aclimação. ‘‘Agora temos espaço para todo mundo e condições de ampliar a casa’’, festeja. Ele mora com a mãe e mais dois irmãos e já está comprando material para construir o muro e uma área nos fundos do terreno. ‘‘Estamos felizes porque o local é bom, perto de ônibus e teremos condições de crescer aqui’’, afirma.Marcos NegriniTetoAs casas de 32 metros quadrados foram construídas com materiais doados e mão-de-obra voluntária; os terrenos foram doados pela prefeitura de MaringáMarcos Zenatta

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