Famílias bloqueiam acesso a invasão
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quinta-feira, 06 de setembro de 2001
Chiara Papali 
As 105 famílias que ocupam terreno público há quatro meses no Jardim Marieta, zona norte de Londrina, pretendem utilizar dois recursos para não saírem do local - a Justiça e a força. Anteontem, o advogado das famílias, Marcos Leate, entrou com agravo de instrumento no Tribunal de Alçada, em Curitiba, para cassar a liminar de reintegração de posse concedida terça-feira à prefeitura.
Como também foi solicitado reforço policial para a retirada das famílias, os moradores montaram uma ''barricada'' com pedaços de árvores, madeiras, pneus e pedras, na entrada da invasão. Os ocupantes são enfáticos ao dizer que não vão desocupar a área. ''Não sei se as pedras vão segurar a polícia, mas também não vai ser tão fácil nos tirarem daqui'', disse um dos líderes da invasão, Aílton Natalino da Silva Souza, de 22 anos.
O presidente da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, Carlos Eduardo Afonseca e Silva, informou que no final de semana será disponibilizado transporte para quem quiser deixar o local e ir para os bairros João Turquino, Maracanã e Campos Verdes, na zona oeste da cidade.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Rubens Guimarães, explicou que vai ser feito um estudo da situação no local, número de famílias, situação e o número de policiais necessários. ''Depois disso, a polícia acompanha o oficial de Justiça para tentar fazer que se cumpra a lei por bem, sem uso da força. Se necessário, e se houver reação, será utilizada força'', informou. De acordo com o comandante, o estudo deve ficar pronto em duas semanas.
Na invasão de um terreno da Loteadora Tupy, na zona sul de Londrina, o mandado de reintegração de posse expedido na última sexta-feira ainda não foi cumprido. Um grupo de 43 famílias ocupa o local, entre os jardins Itapuã e Franciscato, há pouco mais de dois meses. A Cohab continua com a negociação anterior à reintegração de posse e está avaliando o terreno de 29 mil metros quadrados. O vereador João Dib Abussafi Filho (PRTB), filho de um dos proprietários do terreno, avaliou em R$ 200 mil a área.


