Famílias atendidas pelo Peti não recebem verba desde janeiro
A proteção à infância e adolescência tem se constituído numa das maiores preocupações em todo País. Através do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), do Governo Federal, desenvolvido em parceria com o Estado, a Secretaria Municipal de Ação Social de Cascavel vem resgatando crianças do trabalho informal das ruas para as salas de aula. Porém, a demora no repasse de verbas atrapalha o desenvolvimento do programa e prejudica as famílias envolvidas.
Apesar de estar alcançando bons resultados, o programa está com dificuldade no repasse dos recursos que são distribuídos pelo Governo Federal aos Estados. Para cada criança cadastrada, a família recebe R$ 40,00. As famílias atendidas em Cascavel receberam o último repasse em janeiro, mas a verba era referente aos meses de outubro e novembro de 2000.
De acordo com uma das coordenadoras do projeto, Decir Borges Tavares, mesmo com a ajuda da Ação Social, essas famílias, em sua maioria, dependem dos recursos que estão atrasados, aumentando ainda mais as dificuldades. Ela acrescenta que a secretaria vem pleiteando junto ao Estado a liberação dos recursos para que as famílias tenham o atendimento regular estabelecido.
Já estão cadastradas noventa crianças, com idade entre 7 a 14 anos, alcançando um total de 52 famílias. O Peti foi idealizado para atender famílias carentes que exploram o trabalho infantil para compor a renda familiar. Na grande maioria, as crianças atuam como vendedores ambulantes, catadores de papel, engraxates e, em alguns casos, entrando no mundo da marginalidade com o tráfego e o comércio de drogas.
As famílias foram cadastradas através do Conselho Tutelar, SOS-Criança e Centro de Apoio e Orientação ao Menor (Caom), sendo que o programa teve início em junho do ano passado. Pelo programa, as crianças não podem ter menos de 75% de frequência em sala de aula e os relatórios mensais da Ação Social apontam frequência superior a 95% Além das aulas do ciclo fundamental, as crianças desenvolvem atividades recreativas, explica Hellen Giordana Rossi, outra coordenadora do programa.





