Famílias acusam funcionárias do IML
O diretor do Instituto Médico-Legal (IML) de Francisco Beltrão, Irno Azolinni, abriu investigação preliminar para apurar denúncias contra duas funcionárias do órgão. Verônica Niclote da Cruz e Silvia Helena Massoti são acusadas de ter cobrado taxas indevidas para liberação de corpos. A comissão responsável pela investigação dispõe de quatro denúncias registradas em cartório e fotocópias de cheques emitidos por familiares dos mortos.
Verônica e Silvia são funcionárias da prefeitura e estavam designadas para trabalhar no IML. O Conselho da Polícia Civil autorizou a transferência das servidoras para o órgão que as emprestou, até o final das investigações. Um inquérito administrativo contra as duas também doi determinado na prefeitura na tarde de anteontem. De acordo com a portaria que instaurou o inquérito, Verônica e Silvia ficarão afastadas de seus cargos até o final das investigações. Nesse período, elas terão os salários reduzidos.
O diretor do IML disse que, conforme as denúncias, o valor cobrado dos familiares variava de R$ 25,00 a R$ 100,00. Segundo depoimentos de famílias que fizeram as denúncias, as funcionárias alegavam que o dinheiro era para o uso de formol no cadáver.
O diretor informou que este tipo de procedimento só é utilizado quando é necessário transportar o corpo para uma distância de mais de 400 quilômetros. Mas, nesse caso, o pagamento deve ser feito em agência bancária autorizada e o procedimento precisa de autorização do médico legista e da família.
A primeira denúncia contra as duas, segundo o diretor do IML, foi feita há mais de um ano. A pessoa não quis formalizar a acusação e nenhuma providência pode ser tomada pelo instituto, afirmou Azolinni. Caso as denúncias sejam comprovadas, elas responderão processos na área cívil, penal e administrativa, informou.





