Familiares e amigos da estudante Amanda Rossi, 22 anos, assassinada no dia 27 de outubro de 2007, no campus da Unopar, lembraram os seis meses da morte com mais uma missa na Catedral de Londrina, ontem pela manhã. O pai da universitária, Luis Rossi, citou reportagem publicada ontem pela FOLHA para afirmar que está convicto de que o autor do crime era ''de dentro da universidade''.
''A matéria diz que as câmeras de segurança gravaram minha filha conversando com uma amiga. Quinze minutos depois, a Amanda some e essa amiga aparece sozinha. Alguma coisa aconteceu nesse meio. Essa moça tem de saber o que a Amanda foi fazer e com quem'', cobrou o pai. Em entrevista à FOLHA, essa testemunha relatou que a colega disse que ''precisava sair'', mas voltaria logo, e que não sabe que assunto Amanda teria ido resolver.
Luis também disse duvidar que a estudante e qualquer outra pessoa de fora da universidade conhecesse a casa de máquinas da piscina do campus á- local do assassinato. ''Quem era de fora e foi lá só para participar do festival de Hip Hop jamais iria imaginar que aquele lugar (casa de máquinas) existia, escondido lá no fundo atrás de uma porta de ferro'', reforçou uma prima da vítima, Cintia Santos.
Como tem repetido nos últimos seis meses, o pai disse, na saída da missa, que o crime ''está para ser desvendado''. ''Deve estar faltando uma coisinha mínima, e acredito que essa peça será encontrada nos próximos 15 dias'', estimou.
Bem menos otimista que o comerciante, a mãe da balconista de farmácia Celina Scudeler Marques, cujo assassinato completa cinco meses hoje, também participou do ato. ''Não sei se vão encontrar o assassino mais não. Só se o prenderem por acaso e ele confessar. E se acontecer, ele vai ficar preso dois, três anos. E minha filha não volta mais'', ressentiu-se Ieda Scudeler. Celina foi morta com um tiro na nuca, dentro de sua casa, no Jardim San Remo.

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