O contrato de locação da casa de Ibiporã está em nome do motorista Devaldo Souza Silva, 43 anos, sogro de Claudemir Sandoval, suspeito de ter participado do sequestro. Juntamente com a filha, G.A.S., 18, Silva acompanhou as buscas na residência durante a manhã de ontem e se disse ''surpreso'' com o envolvimento do genro.
O motorista morou na casa durante quase dois anos e mudou-se recentemente para o Jardim Acapulco, zona sul de Londrina. ''Deixei a casa para os dois há uns quatro meses. No final do mês passado, ele (Sandoval) levou a milha filha e os dois netos para a minha casa. Se soubesse que ele tinha envolvimento no sequestro, eu mesmo o teria denunciado à polícia'', afirmou Silva.
Tanto ele quanto a filha afirmaram terem visto Sandoval pela última vez no dia 6. ''Ele deixou as chaves e algumas destas peças lá em casa e saiu em uma moto, junto com outra pessoa que não sei quem era. Depois disso, não tivemos mais notícias'', disse G., referindo-se aos objetos que haviam sido tirados da residência em Ibiporã. Entre eles estava o tapete usado como cama pelas vítimas.
Pai e filha também confirmaram que Sandoval tinha passagens pela polícia e havia sido preso há cerca de seis meses por roubo. O suspeito e G. são casados há três anos e têm dois filhos. (Emerson Dias)

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