Os familiares da secretária e estudante Jacqueline Carneiro Lobo fizeram ontem, ao meio-dia, uma manifestação no Calçadão. Usando camisetas com a foto dela, eles fizeram a distribuição de panfletos contendo um alerta à população. No impresso lembraram que ela foi assassinada há dois meses e que a autora do crime, que foi presa em flagrante, está hoje em prisão domiciliar. ‘‘Ela ameaçou, premeditou e matou!’’, diz o panfleto.
‘‘A assassina é louca? Cometou um ato hediondo levada pelo amor? Pelo ciúme? Que justiça é essa que permite que alguém que tenha cometido um crime bárbaro continue solta e livre?’’, questionam os familiares da vítima.
No panfleto, que traz a reprodução de uma foto de Jacqueline, parentes dizem que não podem ficar de braços cruzados, ‘‘deixando uma assassina usufruir dos mesmos direitos de cidadão livre’’. E alertam: ‘‘Amanhã outras Jacquelines morrerão e outras assassinas poderão ganhar a liberdade em nome do amor insano e invejoso!’’.
No manifesto, lembram de outros casos que ficaram impunes, entre eles o da empregada doméstica Cleonice de Fátima Rosa, degolada em julho de 93; o de Fernanda Estruzani Panissa, morta a facadas em agosto de 89, e o da professora Danyelle Bouças Fernandes, assassinada em novembro do ano passado. Todos os crimes ocorreram em apartamentos localizados no centro da Cidade. ‘‘Queremos Justiça para esses casos’’, cobram os familiares de Jacqueline Lobo.

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