Familiares e amigos contribuem na arrecadação
''Recebi uma visita e pedi para não reparar na bagunça do quintal. A gente junta as garrafas, mas o vento acaba derrubando. Ela disse 'não se preocupa que seu quintal está que nem depósito de reciclagem''', diverte-se a operadora de máquinas Maria Terezinha Ibanez, uma das recordistas na arrecadação de garrafas. ''No dia em que me abaixei para pegar a primeira garrafa, jamais imaginei que conseguiria tanto. O máximo que já consegui foi R$ 160 em dois meses!''
No começo do projeto, Terezinha conta que chegou a fazer plantão em uma lanchonete para pegar as garrafas pet. ''Agora eles já guardam para mim'', esclarece. A atividade tem sido tão compensadora que Terezinha já planeja reformar a casa com o dinheiro. ''Troco os vales em dinheiro com meu marido e deposito na conta'', revela.
Tanto ela quanto Sheila Aparecida de Souza, outra recordista, conseguiram o apoio de amigos, vizinhos e parentes nessa campanha. Sheila, que já conseguiu R$135 de uma vez só, passa junto com a irmã e a cunhada nas casas de vizinhos para recolher as embalagens, que são amassadas pelas crianças. ''A gente já compra o refrigerante pensando na garrafa. Vem embalagem até de Ourinhos.''
Na casa da auxiliar de limpeza Elizanete Soares, as crianças é que agradecem o dinheiro da reciclagem, que muitas vezes é convertido em doces e biscoitos. ''Antes, eu jogava as garrafas fora, era lixo. Agora, mesmo as crianças aprenderam a reciclar'', reconhece. A operadora de máquinas Aparecida Garcia, que trabalha com Elizanete na seleção e prensagem das embalagens, acrescenta que a iniciativa contribui ainda para a formação de seus três filhos. ''Onde tem garrafa jogada, eles catam. E já aprenderam que a natureza está precisando desta ajuda'', comenta. (A.I.)





