Curitiba - Um grupo de cerca de 30 mães e mulheres de detentos de presídios fizeram uma manifestação, ontem de manhã, em Curitiba, para reivindicar direitos que estariam sendo violados. Com faixas, e falando gritos de ordem, os familiares fizeram uma pequena passeata, do Terminal do Cabral até a sede do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), no Ahú, onde entregaram um documento com reivindicações ao diretor geral da Secretaria de Estado da Justiça (Seju), Luiz Carlos Giublin Junior.
De acordo com Silvana Maceno, esposa de um detento da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, o ''Movimento em Defesa dos Direitos das Pessoas Privadas de Liberdade'' reclama da situação carcerária em geral, mas em particular na PCE. Ela se queixa do tratamento dos presos depois da última rebelião, em janeiro. ''Eles estão pagando por todos os danos da rebelião, quando a maioria que está lá nem participou. Quem fez a rebelião nem está mais na PCE'', diz. Segundo ela, os presos ficaram com apenas uma muda de roupa, dormindo no pátio, sem colchão nem coberta, e a comida teria sido reduzida.
O diretor geral da Seju, Giublin Junior, que reuniu-se com uma comissão dos familiares, disse que a situação na PCE ''está normal''. Ele negou que tenha ocorrido falta de fornecimento de refeições e de medicação, e disse que todos os presos feridos teriam sido encaminhados ao hospital penitenciário.
Ele garantiu que a maioria das galerias já foi reformada. Apenas 120 presos ainda estariam sem colchão e dormindo em celas sem portas, mas que até o fim do mês estes também estarão em condições. Em junho, segundo ele, está previsto o retorno das visitas normais e a permissão de entrega de sacolas aos presos. Ficou marcada uma nova reunião entre eles para 24 de maio.

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