Familiares de aposentada acionam hospital
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de julho de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os familiares da aposentada Maria Izabel Alomar, que morreu no ano passado depois de passar por um exame no Hospital Universitário (HU) em Londrina, entraram com uma ação de danos morais decorrente de erro médico contra a instituição, o Estado e o profissional responsável pelo atendimento. O valor da indenização pedida é de R$ 175 mil, o equivalente a 500 salários mínimos.
A aposentada de 62 anos foi encaminhada para uma angioplastia para desobstrução de uma artéria renal. Segundo a filha dela, a professora Mercedes Fernandes Costa, 39, ninguém estava preocupado porque os médicos teriam informado que o procedimento não apresentava riscos e a paciente poderia voltar para casa no mesmo dia.
Não foi o que ocorreu. Logo após a angioplastia, realizada no dia 15 de setembro, Maria Izabel queixou-se de dores. Após ser medicada, exames de tomografia e ultrassonografia constaram que o rim da paciente havia sido perfurado.
Na manhã seguinte, a paciente passaria por uma cirurgia para retirada do rim direito, mas a equipe médica fez apenas uma limpeza no local. Em seguida, Maria Izabel ficou na enfermaria esperando uma vaga numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Depois da transferência para a unidade, ela entrou em coma e morreu no dia 22.
O marido de Mercedes, o auxiliar administrativo Silvio da Silva Costa, 43, criticou o atendimento do hospital. Para ele, três pontos devem ser esclarecidos: ''Por que o residente que fez o exame não era supervisionado por um professor durante o procedimento? Por que a perfuração no rim da paciente foi percebida só no dia seguinte? Por que ela não foi transferida para uma UTI em outro hospital?''
De acordo com Mercedes, o problema de pressão que levou a mãe dela a fazer o exame era antigo - mais de 20 anos - e estava sob controle. ''Queremos as respostas que não foram dadas e que quem for culpado seja punido, até para que esse tipo de erro não ocorra mais'', salienta.
''Em nenhum momento fomos alertados sobre o risco. Se soubéssemos dessa possibilidade, jamais teríamos levado a dona Maria Izabel para o hospital naquele dia'', lamenta Costa.
O advogado Alex Adamczik, que defende a família, informou que a ação já foi recebida pelo juiz e está tramitando na 10 Vara Cível de Londrina.
A assessoria de imprensa do HU informou que repassou todos os dados sobre o caso para a Promotoria de Defesa da Saúde Pública e está aguardando notificação para se pronunciar.


