Familiares criticam falta de intérprete
Além de considerar injusta a prisão de Alexandre Pontes, familiares criticaram a ausência de um intérprete para que ele pudesse se comunicar. ''O coitado ficou preso, sem entender nada'', disse o advogado que o representava ontem, no Forum. O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Londrina também se posicionou contra o fato.
Durante os 13 dias em que Pontes ficou no 2º Distrito Policial (DP), familiares não conseguiram visitá-lo. Segundo seu irmão, Ivan, a polícia informou que para isso era necessária uma carteirinha, que demorava para chegar.
Ontem pela manhã, um suposto intérprete conseguiu falar com ele. Entretanto, nem os parentes, nem o advogado sabiam de quem se tratava.
O delegado-chefe da 10SDP, Sérgio Luiz Barroso, confirmou a visita, mas recebeu informações do próprio 2º DP de que o visitante não fora designado por nenhum órgão oficial e que não era parente do preso. A reportagem não conseguiu contatar o delegado do 2º DP, Lanevilton Moreira, para explicar por que a entrada foi autorizada.
O delegado-chefe afirmou que não havia necessidade de um intérprete porque, embora surdo-mudo, Pontes é alfabetizado. ''Tanto que ele prestou um breve depoimento por escrito. Embora tenha sustentado, a princípio, que só se pronunciaria em juízo, ele respondeu ao delegado que não cometeu o crime e que não esteve na loja. Sua negativa, aliás, é bastante suspeita'', salientou. (V.N.)





