Familiares cobram mais segurança
Agora nem os mortos têm segurança. A frase da dona de casa Clarice de Souza Donísio, de 50 anos, moradora do Conjunto Violin (zona norte), reflete a indignação da comunidade que tem seus mortos enterrados no Cemitério Jardim da Saudade. Os parentes dos mortos estão cobrando mais segurança. Já passou da hora da Acesf (Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina) cumprir o que prometeu há quatro anos e melhorar a segurança no cemitério, cobrou Marcilene Rodrigues Donísio, de 27 anos.
Marcilene perdeu a filha recentemente. A criança está enterrada no Jardim da Saudade, nas últimas fileiras. Quando soube que outros túmulos foram violados corri para cá com medo que fosse o da minha filha, disse. Moradora do Conjunto Violin (zona norte), ela conta que, há quatro anos, o corpo do seu vizinho que estava enterrado no mesmo cemitério, foi violentado. Na época a gente se mobilizou e pediu que a segurança fosse intensificada, mas a Acesf não fez nada, disse.
A iluminação, segundo ela, atinge só a rua principal do cemitério e não chega até as últimas fileiras. Isso agrava o perigo, parte do terreno do cemitério é tomado pelo mato, que funciona como esconderijo para os maus elementos.
Atualmente, na parte da noite, o local conta com apenas um guarda para fazer a ronda. O cemitério é grande. Quando o guarda está na parte de cima não tem como ver ou ouvir o que está acontecendo nas últimas fileiras, afirma Clarice Donísio, sogra de Marcilene. Ela tem parentes e amigos enterrados no Jardim da Saudade. Para ela, a Acesf deveria colocar pelo menos quatro guardas no cemitério.
O superintendente da Acesf, Gustavo Gomes dos Santos, admite que a iluminação do Jardim da Saudade é precária. Ainda na semana passada encaminhei ofício à Copel pedindo a instalação de novos postes de luz, informou. Para controlar a situação, a autarquia pediu apoio da Polícia Militar. Solicitamos que eles façam o mesmo trabalho já realizado no São Pedro, onde um policial circula de moto pelo cemitério na parte da noite, disse. A solução, no entanto, é emergencial. A Acesf vai contratar uma empresa privada para fazer a segurança do cemitério. (C.B.)





