Albari RosaSheila, filha de Celina: ‘‘Elas foram envolvidas nesta história’’Familiares de Celina e Beatriz Abagge, e os pais, tios e avós do menino Evandro Caetano compareceram ontem ao Fórum de São José dos Pinhais para assistir o julgamento. Eles permaneceram no salão do júri até o final da noite. Muita nervosa, a mãe de Evandro, Maria Ramos Caetano, chorou várias vezes durante os depoimentos. O pai do garoto, Ademir Caetano, voltou a pedir a condenação dos sete acusados pela morte do garoto. ‘‘Eu tenho certeza que foram eles que mataram o Evandro porque o ser humano é capaz de qualquer coisa’’, disse.
Uma das filhas de Celina, a psicóloga Sheila Abbage, defendeu a inocência da mãe e da irmã, e voltou a dizer que sua família foi vítima de uma ‘‘denúncia falsa’’. ‘‘Minha mãe e minha irmã foram envolvidas nesta história por um psicopata que queria prejudicar nossa família’’, disse, fazendo referência à denúncia feita por Diógenes Caetano, primo de Evandro e primeira pessoa a ligar o crime a um ritual de magia negra supostamente encomendado por Celina e Beatriz.
Sheila voltou a afirmar que Celina e Beatriz foram vítimas de tortura e que as confissões gravadas em fita foram obtidas sob pressão. ‘‘Elas foram vítimas não apenas de uma tortura física, no momento do interrogatório, mas também de tortura psicológica, que persiste até hoje’’, disse.
Albari RosaMaria Caetano, mãe de Evandro, chorou durante os depoimentos
O pai de Evandro disse que não tem dúvidas sobre a autoria do assassinato. Durante as entrevistas, ele acusou diretamente Celina e Beatriz e outros cinco réus pelo desaparecimento e assassinato do menino. No julgamento anterior, no início do mês, a mãe de Evandro saiu correndo do auditório do júri logo após o começo do depoimento de Oswaldo Marcineiro. Naquele dia, Maria Ramos Caetano chegou a pedir pena de morte para os envolvidos.
Evandro tinha sete anos quando desapareceu em frente à casa da sua família em Guaratuba e seu corpo foi encontrado num matagal uma semana após seu desaparecimento, sem os órgãos, mãos e pés. O rosto do menino também estava desfigurado, o que suscitou dúvidas sobre a indentificação do menino. Exames de DNA realizados em laboratório, no entanto, confirmaram que o corpo encontrado era o mesmo o de Evandro. O laudo é questionado pela defesa, que afirma que o tipo de exame de DNA realizado na época não oferece 100% de garantia sobre a procedência genética do material. (C.P.)

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