Família vive diversidade religiosa
A maior diversidade religiosa identificada no Brasil pelo ''Novo Mapa das Religiões'' da Fundação Getúlio Vargas (FGV) faz parte do dia a dia de uma família da Zona Sul de Londrina. Criados no catolicismo, quatro irmãos fizeram escolhas diferentes com relação à espiritualidade.
A auxiliar de servente Andressa Batista Cardoso, 24, decidiu seguir no catolicismo ensinado pela mãe. Técnico me manutenção hospitalar, Alexsander Batista do Nascimento, 31, converteu-se ao budismo. Além deles, um dos irmãos optou por uma denominação evangélica e hoje é pastor em Ponta Grossa. O mais jovem dos quatro, como a irmã, permaneceu no catolicismo. Apesar da
pluraridade de crenças, eles garantem que há espaço para todos na família.
''Frequentei a igreja católica, fui a cultos evangélicos mas não me enquadrei em nenhum dos dois'', conta Alexsander, que foi apresentado ao budismo por um vizinho. ''Gostei da flexibilidade da religião, pois a gente pode praticar em casa, e da filosofia. Ao contrário das minhas outras experiências, no budismo não tem qualquer entidade superior para me condenar. O destino depende apenas da minha conduta'', explica.
Antes da conversão, a mãe de Alexsander foi visitada pelos fiéis do templo budista e aceitou a decisão do filho. O altar em frente ao qual são realizadas as orações fica no quarto do rapaz. ''Finalmente consegui encontrar uma religião'', alegra-se ele.
Andressa relata que convive bem com os irmãos de outras religiões. ''Não conversamos muito sobre o assunto para não ter discussão'', conta, acrescentando que o irmão evangélico às vezes tenta convertê-la. ''Não penso nisso, estou contente no catolicismo'', diz ela. Os dois filhos são batizados na fé da mãe e serão criados de acordo com as doutrinas aprendidas na igreja. ''Quero que eles cresçam católicos, assim como eu.'' (C.A.)





