Foram sepultados no final da tarde de ontem no Cemitério Parque das Oliveiras (Zona Leste de Londrina) os corpos do advogado londrinense Jairo Stutz, 74 anos, da esposa dele, Gilssiany Neres Figueiredo Stutz, 27, e da filha do casal, Rebecca Neres Figueiredo Stutz, 4. O filho de um ano do casal, Jairo Stutz Júnior, permanece internado em um hospital de Telêmaco Borda, mas não corre risco de morte. A família morreu em um acidente ocorrido na segunda-feira à tarde, na BR-376, em Imbaú, nos Campos Gerais.
  Membro da Academia Londrinense de Letras, Jairo foi funcionário do Banco do Brasil, professor universitário, regente de coral e cantor. Segundo o sobrinho Elias Stutz, Jairo gravou diversos discos na companhia da primeira esposa, Miltis, já falecida. Com Gilssiany, ele havia se casado em setembro de 2001. Jairo teve outras duas filhas. Em junho do ano passado, o casal deu uma entrevista para a FOLHA contando a história que os uniu.
  O velório da família foi realizado na 1ªIgreja Presbiteriana Independente, no Centro, e atraiu centenas de familiares e amigos. Todos se disseram tristes e chocados pelas perdas, uma vez que Jairo morava há mais de 40 anos na cidade e a família tinha muitos amigos.
  Segundo o delegado de Ortigueira, Durval Athayde Filho, o acidente aconteceu em um ponto de ultrapassagem proibida da rodovia e envolveu os veículos Del Rey, conduzido por Jairo, um Toyota Corolla também de Londrina, dirigido pelo pastor Osni Ferreira, e um caminhão com placas de Ponta Grossa, conduzido por Sizinato Miara Ferreira. Apenas Osni Ferreira tinha sido ouvido até ontem.
  De acordo com o delegado, Osni declarou que teria sido fechado por um outro veículo. ‘‘Ele disse que freou e, com a frenagem, bateu na roda dianteira do caminhão’’, detalhou o delegado. Com isso, o caminhoneiro teria perdido o controle e atingido o Del Rey, onde estava a famíla Stutz.
  Ferreira foi autuado em flagrante por homicídio culposo – sem intenção de matar – com base no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O pastor foi liberado após pagar fiança de R$ 300,00.
  Em nota divulgada ontem, o pastor disse que a versão de que ele teria feito uma ultrapassagem proibida é inverídica e reforçou que ‘‘foi fechado por outro veículo’’ que tentava ultrapassá-lo. ‘‘Quando isso aconteceu, freei e rodei na pista – pois o asfalto estava molhado – até bater em um caminhão que vinha em sentido contrário. Depois disso, perdi os sentidos’’, relatou Ferreira. Ele comentou que jamais colocaria em risco a vida de sua própria família fazendo uma ultrapassagem perigosa. ‘‘Sendo amigo e irmão em Cristo de Jairo Stutz, lamento profundamente esta tragédia. Já entrei em contato com a família, expliquei o ocorrido e ofereci meu conforto à família’’, concluiu o pastor.

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