Família vinga morte com atropelamento
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Rolândia Briga, morte, vingança e prisão. Esse foi o saldo de uma sucessão de acontecimentos envolvendo duas famílias, que assustaram a Vila Oliveira, em Rolândia (25 km a oeste de Londrina), anteontem a tarde. O palco dos crimes foi o Bar Esquerdinha e o estopim foi uma discussão entre Valdecir Gonçalves, 26 anos, apelido Quiqui, e dois irmãos. Gonçalves acabou morto com dois tiros no peito quase na porta do bar e os dois suspeitos atropelados a poucas quadras do estabelecimento.
Segundo o delegado de Rolândia, Walter Helmut, o cunhado da vítima, Marcos Miguel, estava no bar e é autor confesso do atropelamento dos irmãos. A testemunha contou que a discussão foi iniciada entre a vítima e Adriano Luiz dos Santos, 28 anos. Mas teria sido o irmão deste, Vagner Luis dos Santos, 23 anos, o autor dos disparos.
Após os tiros, Adriano e Vagner teriam fugido de bicicleta. A vítima ainda foi socorrida por policiais militares mas morreu a caminho do hospital. Miguel, acompanhado do irmão da vítima, também teria fugido após o tiroteio mas acabou encontrando os suspeitos no caminho e os atropelou. ''Em depoimento, Miguel disso que eles teriam feito um movimento que sugeriu um ataque e aí ele não hesitou'', afirma o delegado.
Os dois irmãos foram socorridos pelo Siate e hospitalizados com ferimentos leves no hospital da cidade. Liberados, estão presos na Delegacia de Rolândia. Nenhuma arma foi encontrada em seu poder e, segundo o delegado, eles assumem a briga, motivada por uma rixa antiga, mas negam que tenham atirado.
O cunhado de Gonçalves também fugiu após o atropelamento. ''Ele escondeu o carro (um Fiesta) em uma chácara e foi detido no hospital da cidade onde afirmou que a esposa estava internada'', conta o delegado. Miguel vai responder inquérito por dupla tentativa de homicídio.
Segundo o delegado, todos os envolvidos têm passagens pela polícia. Gonçalves era foragido da Colônia Penal Agrícola. O irmão dele que também presenciou os fatos, identificado como Claudemir, ainda não foi localizado para prestar depoimento.


