Família típica admite a influência brasileira
Apesar de não usar o xador (roupa que cobre todo o corpo da mulher muçulmana) e ter os filhos estudando em um colégio da Igreja Católica, a família Issa segue a tradição muçulmana, respeita determinados costumes, mas se diz um exemplo da influência brasileira nos costumes árabes. O casal Sobhi Mohamad Issa e Cabura chegou até a batizar o filho de um casal amigo na Igreja Católica.
Deus é um só. Até acho que as mulheres devem usar o véu na cabeça, mas isso é necessário apenas quando se vai a Mesquita para orar, diz Cabura. Ela afirma que, apesar dela e das filhas não usarem as tradicionais roupas das mulheres muçulmanas, não perdeu os costumes e as tradições de seus ancestrais.
Para Cabura, formada pelo marido Sobhi (um libanês que veio para o Brasil na década de 80) e os quatro filhos - Cassi, Ruhaida, Fadua e Anis - são, na verdade, um exemplo de integração da cultura àrabe e as tradições brasileiras.
Cabura nasceu no Brasil e é filha de libaneses, de quem herdou o sotaque árabe. Dentro de casa, um Alcorão (livro sagrado do Islamismo) fica lado a lado com uma Bíblia cristã. Pela manhã, os filhos estudam árabe e, à tarde, frequentam as aulas de um colégio tradicional de Foz do Iguaçu. Não estamos descaracterizando nossa cultura, mas integrando a sociedade do país que nos acolheu, afirma.





