Uma das famílias moradoras da zona sul atingidas pelo mosquito é a da dona de casa Aparecida Baldo de Macedo. Seu marido e dois de seus filhos foram picados. Aelinton Lins de Macedo, de 25 anos, ainda apresenta resquícios das duas feridas que surgiram em suas pernas. A mãe conta que o filho não se queixava de dor ou coceira, e que, a princípio, ela achou que não fosse nada sério. As feridas ficaram cerca de seis meses sem tratamento.
‘‘Depois achei que estava parecendo com o que o meu marido teve, há quatro anos, e resolvi levar no posto de saúde.’’ Segundo Aparecida, o filho começou a ser tratado há mais ou menos três meses.
O tratamento é feito com injeções diárias e leva aproximadamente 20 dias. Segundo Aparecida de Macedo, o filho, que tem problemas mentais, perdeu o apetite em função do tratamento. O irmão mais novo de Aelinton, que levou duas picadas do flebótomo nas costas, também fez o tratamento no HC e, de acordo com a mãe, está praticamente curado. A família Macedo mora na Rua Leontina de Souza Machado, no Jardim Vale Verde, um dos locais que receberam a visita dos sanitaristas ontem para borrifação com K-othrine.
Além de dormir de janelas abertas, os moradores dos bairros que beiram o Parque Arthur Thomas costumam passar horas sentados próximos à mata, nas noites de verão. Enquanto uma equipe de quatro técnicos trabalha na dedetização das casas na zona sul, outra formada por seis sanitaristas se divide em duplas para visitar as residências e esclarecer a população sobre os perigos da leishmaniose e formas de prevenção. (Silvana Leão)

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