Lupionópolis - Dois assaltos consecutivos e bastante violentos traumatizaram uma família moradora de Lupionópolis (105 km ao Norte de Londrina), na semana passada. No primeiro assalto, quarta-feira à noite, três ladrões armados invadiram o restaurante de José Carlos Camilo, instalado em uma estrada de rural, e renderam ele e sua esposa. Na segunda vez, quinta-feira à noite, os assaltantes voltaram com mais sete pessoas, invadiram a casa da família, localizada atrás do estabelecimento, aterrorizando o casal e mais duas filhas.
Segundo Sueli Camilo, irmã da vítima, no primeiro assalto, os ladrões amarram Camilo e sua esposa, levaram dinheiro, um aparelho de televisão, um microondas e um carro modelo Gol. Conforme a descrição de Sueli, os bandidos estavam armados e deixaram seu irmão muito assustado e com medo que eles entrassem na residência, que fica atrás do restaurante, e onde estavam as suas filhas: uma de 20 anos, grávida, e outra de 15. ''Meu irmão é uma pessoa muito humilde e simples. Ele ficou com medo, mas fez o boletim de ocorrência no mesmo dia'', contou.
No dia seguinte, os assaltantes voltaram ao local com mais sete pessoas. Segundo relato de Sueli, eles estavam com o carro que haviam roubado na noite anterior, entraram armados na casa de Camilo e levaram tudo, desde eletrodomésticos, louças, dinheiro, até cobertores e roupas velhas. Da mesma forma, amarraram todas as pessoas da família e as trancaram no banheiro. Além de tudo, os assaltantes usaram uma caminhonete antiga da família para carregar os objetos e fugir.
''A minha sobrinha conseguiu escapar e foi até a casa da minha mãe na cidade, e chamaram a polícia. Mas meu irmão, além de muito assustado, estava revoltado, pois os ladrões disseram que não adiantava chamar a polícia porque ela não resolveria o problema'', destacou. Um policial esteve no local e fez mais um boletim.
O caso, não isolado, tem provocado uma onda de terror no município com menos de 5 mil habitantes. Desde o mês de maio moradores de Lupionópolis reclamam do aumento da violência na cidade, principalmente casos de roubos. O alvo, na maioria das vezes, são pequenos comerciantes, de loja de autopeças a mercados.
Sem ações concretas da polícia para diminuir a situação de violência recente do município, Sueli, revoltada com o caso de seu irmão, resolveu buscar uma solução para o problema. ''Liguei para delegacias próximas do munícipio e até para o governador'', afirma. Segunda ela, um assessor da Secretaria Estadual de Segurança Pública entrou em contato com ela, na sexta-feira, e também com o delegado chefe da 10Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, que ficou responsável por investigar o caso.
''Como é um caso peculiar por conta do curto espaço de tempo em que ocorreram os assaltos e o número de pessoas envolvidas, começamos a investigar '', disse o delegado. Segundo ele, ainda não há como afirmar se o caso de Camilo tem ligação com os outros crimes que estão acontecendo no município. Mas a polícia trabalha com a possibilidade de uma quadrilha estar agindo na região. Os outros casos estão sendo investigados pela delegacia de Rolândia (25 km a Oeste de Londrina), responsável por aquela região.

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