Família sofre com os efeitos
Mulher e filhos de militar são quem sabem onde é que o coturno aperta, quando o assunto é estresse. Inclusive porque alguns policiais tentam implantar dentro de casa a disciplina do quartel. Alguns projetos e programas implantados pela coorporação tentam afrouxar essa linha dura.
Casada com o comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, a professora Mercedes Maria Cruz, 42 anos, conta que o estresse aparece de diversas formas, mudando a rotina da família. ''Aumenta a cobrança dos filhos, que já são cobrados a andarem na linha porque o pai é policial'', afirma. ''Na adolescência, os amigos têm vida mais liberal, enquanto os nossos enfrentam cobranças. Apesar disso, sabem que o pai foi policial a vida toda e sentem orgulho disso'', acrescenta Mercedes, que há três meses coordena o Projeto de Cruzada Social.
O trabalho existe em Curitiba há 42 anos. Londrina é a primeira cidade do interior a implantar o projeto. Através do artesanato, esposas de militares e policiais femininos tentam aliviar os efeitos do estresse e ajudar, com kits de bebê e escolar, os filhos de soldados e cabos. ''A atividade me ajuda a aliviar a tensão da rotina policial'', ressalta a soldado Helena Silveira, 41 anos.
Em Curitiba, os policiais estressados contam com alguns projetos. Num deles, o militar é levado à Gruta de Campinhos, em Tunas do Paraná (Região Metropolitana de Curtiba), onde terá um dia inteiro para sair da rotina em contato com a natureza.
''A primeira coisa que recomendamos ao militar é procurar ver o que gosta de fazer, valorizar o seu lado psicológico e espiritual. Recomendamos que faça passeios, pratique esportes e sexo saudável'', orienta a assistente social Lina Mara de Fátima Piginiscki. (F.L.)





