Família sofre com os boatos
O comerciante Luiz Rossi, pai de Amanda, afirmou que os boatos sobre a autoria do crime servem apenas para aumentar o sofrimento dos familiares da estudante. ''A mãe dela é quem mais sofre com essa boataria.'' A família espera que a solução do crime ocorra logo, uma vez que a Polícia Civil está dando prioridade, de acordo com o delegado Joaquim Melo, à descoberta do autor do homicídio. O problema, segundo Rossi, é que o caso é bastante complexo, uma vez que a jovem nunca teve inimizades.
''Falam muita coisa e pode ser que isso até acabe atrapalhando o trabalho de investigação'', declarou Rossi, acrescentando que confia no trabalho da polícia. Ele acredita que o assassinato foi premeditado e o autor deve fazer parte da comunidade universitária.
Talvez a única pessoa que não dá atenção aos comentários sobre o crime, atualmente, seja o delegado Joaquim Melo. ''Isso tudo que estão falando é boato. Tenho que trabalhar em cima do que há de concreto nos autos.'' Ele apontou que se os boatos fossem denúncias efetivas que contivessem informações convincentes seriam checadas. Segundo ele, a polícia recebeu apenas três informações anônimas que foram averiguadas. Nenhuma delas teria ajudado o trabalho.
Quase concluída a fase de oitivas, Melo aguarda os resultados das provas técnicas, que são as análises que estão sendo realizadas pelo Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. Ele acredita que os resultados devem ser conhecidos na próxima semana. (Fernando Rocha Faro e L.A.)





