A cabeleireira Tereza Tidré e o gráfico Nilson Cordeiro dos Santos são as maiores vítimas da falta de estrutura e sinalização que colocavam em risco a travessia da Avenida Rui Barbosa, na altura da BR-277. No dia 5 de maio de 1996, o casal perdeu três filhos, três netos e três sobrinhos naquele cruzamento, em uma das piores tragédias já ocorridas em estradas do Paraná.
Naquele dia, 13 pessoas de sua família estavam em uma caminhonete, nove delas em cima da carroceria. O veículo trafegava pela Avenida Rui Barbosa e, na tentativa de cruzar a BR-277, que não tinha sinaleiro, foi atingido por um caminhão. Nove pessoas morreram. Na esquina do acidente, até hoje nove cruzes brancas fincadas na terra lembram o acidente.
Ontem, na inauguração do viaduto, Teresa e Nilson estiveram no local acompanhados pelo filho Rafael, hoje com 12 anos, um dos sobreviventes do acidente. ‘‘É uma tristeza ver aquela cruz e lembrar do que aconteceu, mas essa obra serve como um consolo de que a coisa pode melhorar agora’’, disse Tereza. Moradora de São José dos Pinhais, ela contou que já chegou a ficar 20 minutos aguardando na calçada para atravessar a BR.
Triste, lembrou também de um trabalho escolar sobre segurança no trânsito, feito pelo filho Lincoln e o sobrinho Anderson, ambos com 8 anos, na semana em que os dois morreram no acidente. ‘‘Meu filho me mostrou um desenho da esquina da Rui Barbosa com a BR, com um caminhão tombado. E reclamou que era muito perigoso atravessar a rua aqui. Ele tinha desenhado o acidente’’, disse. (M.G.)

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