Família reconhece corpo de rapaz assassinado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de junho de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
A publicação ontem de uma reportagem da Folha com a descrição das tatuagens no corpo do rapaz encontrado no riacho da Vila Marísia (área central de Londrina), anteontem, ajudou a família de Emerson Lopes da Silva, 20 anos, a identificá-lo. Parentes estiveram no Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina, no início da tarde de ontem, e reconheceram o corpo. Amigos leram a reportagem e avisaram a família que, até então, acreditava que o rapaz estivesse visitando a avó, em Ibiporã (14 km a leste de Londrina). Silva foi morto com um tiro na nuca e a polícia acredita que seu corpo teria sido desovado no Córrego Bom Retiro, que corta o bairro.
Silva foi identificado através das descrições das tatuagens de seu corpo. Ele tinha o nome da mãe, Nilza, tatuado no braço direito. Segundo Nilza Aparecida Lopes, o filho saiu de casa na segunda-feira por volta das 18 horas. Como ele não voltou, a família deduziu que ele estivesse na casa da avó, como era de costume, e não estava preocupada com seu desaparecimento.
A vítima estava desempregada há nove meses e, segundo a mãe, não tinha envolvimento com drogas mas tinha problemas com bebida. Ela acredita que ele tenha se envolvido em alguma briga de bar que resultou no assassinato. ''Ele sempre ia para lá (Vila Marísia), passava pelo depósito onde tinha trabalhado e saía para beber com os amigos'', relatou. Ele também contou que o filho não estava sofrendo ameaças e era um rapaz trabalhador. ''Ele sempre fazia uns bicos para ajudar em casa'', disse.
O rapaz ficou cinco meses detido em Ibiporã por suspeita de cumplicidade em um homicídio. As tatuagens foram feitas no período que esteve preso. No dia de sua morte, Silva estava sem carteira, deixada em casa, o que praticamente exclui a possibilidade de latrocínio.


