Família reconhece corpo de menor assassinado
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segunda-feira, 14 de abril de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Será enterrado hoje, às 8 horas, no Cemitério Jardim da Saudade (zona norte de Londrina), o corpo do adolescente Fábio Alves de Souza, 15 anos, morto na madrugada de domingo, na Rua Jovino José Dias, no Conjunto Cafezal II (zona sul). A família da vítima esteve ontem de manhã no Instituto Médico-Legal (IML) e reconheceu o menor, assassinado com um tiro na cabeça e outro no braço. A Polícia Civil já tem pistas do possível assassino.
A avó de Fábio, Cecília Maria de Souza, 51 anos, disse que na manhã de ontem escutou em um programa de rádio sobre um corpo no IML, cujas características físicas eram semelhantes a de seu neto. Como o rapaz estava desaparecido desde a noite de sábado, ela decidiu ir até a delegacia e depois ao IML, onde reconheceu o neto. ''Ele não merecia ter esse fim. Era um rapaz bom que estava trabalhando para ser alguém na vida'', lamentou Cecília, durante entrevista a uma emissora de rádio.
Segundo Cecília, seu neto era viciado em drogas e estaria devendo R$ 20 a um suposto traficante conhecido como Serginho, morador do Parque das Indústrias, mesmo bairro onde reside a família da vítima. Ela completou que essa não era a primeira vez que o neto ficava devendo ao traficante. ''Da outra vez um amigo dele avisou minha filha e ela pagou a conta. Mas dessa vez eles não deixaram a gente salvar meu neto'', afirmou.
A avó da vítima explicou que nos últimos quatro meses ele estava morando na casa de uma tia em Rolândia (25 Km a oeste de Londrina), onde trabalhava na reciclagem de lixo. Cecília completou que, na noite de sábado, Fábio deixou a casa da tia alegando que viria a Londrina para uma festa em uma chácara localizada no Conjunto Cafezal. Essa foi a última vez que um parente teve contato com a vítima. ''Não tenho dúvidas que meu neto foi morto pelo tráfico'', afirmou.
O delegado do 6º Distrito Policial, Algacir Ramos, disse que as informações repassadas pela família da vítima deverão ajudar na elucidação do crime. Apesar de não confirmar o nome repassado pela avó de Fábio, o delegado confirmou que existe um ''fio de meada'' que deverá levar ao autor ou autores do homicídio. Ele acredita que até amanhã o crime será solucionado.


