Se o corpo de Luciene Ribeiro de Paula não for liberado hoje pela manhã, a família dela pretende ir ao Chile para trazê-lo ao País. Ontem, os pais de Luciene, Paulo e Maria Ribeiro de Paula, percorreram os cartórios de registro, pedindo a segunda via das certidões de nascimento e casamento, necessárias para liberar o corpo no Instituto Médico Legal de Santiago. Também foi enviado, pela Polícia Federal à polícia chilena, o depoimento da Maria de Paula, prestado anteontem.
A consulesa-adjunta do Brasil em Santiago, Patrícia Oliveira, disse que, para liberar o corpo da jovem, a Justiça chilena precisa que um parente apresente documentos que a identifique. ‘‘Por enquanto, ela não foi reconhecida oficialmente, o que também impede uma atuação oficial do consulado’’, afirmou. Segundo Patrícia, até agora a ajuda prestada é de apoio e acompanhamento do caso. ‘‘É possível auxiliar a família, caso a polícia brasileira envie cópias dos documentos de Luciene ao governo chileno. Com isso a embaixada poderia também fazer o reconhecimento e cuidar do translado do corpo’’, disse.
Rosicler Ribeiro de Souza, tia de Luciene, diz estar preocupada com a demora na liberação. Ela teme que o corpo se decomponha. Ontem, a família juntou o dinheiro que tinha para se preparar para comprar a passagem de ônibus para Santiago.
Ontem, a polícia chilena ouviu Aldo Alves, um brasileiro que teria visto Luciene com Aristóteles Smolareck Júnior num carro alugado pelo casal. O carro foi encontrado incendiado na periferia da cidade, perto de Cerro San Cristóbal. Desde anteontem, o rapaz e sua família desapareceram de Curitiba, não sendo encontrados em casa, no bairro Alto da XV.
Caso a polícia chilena considere o rapaz culpado pelo assassinato de Luciene, ele não poderá ser deportado para o Chile. De acordo com a Interpol, o Brasil não possui acordo de deportação com aquele país. O caso de Aristóteles é similar ao que envolveu os chilenos que participaram do sequestro do empresário Abílio Diniz. Se tiver de ser ouvido para colheita de provas, a Justiça chilena terá de enviar um pedido ao Brasil, para que um juiz daqui recolha as informações.ReproduçãoO corpo de Luciene ainda não foi reconhecido oficialmente, no ChileIsrael Reinstein

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