Edna Mendes
De Cornélio Procópio
A família do operário da construção civil Renato Gonçalves Filho, 20 anos, de Andirá (36 Km a oeste de Jacarezinho), morto com uma facada durante uma briga no início de outubro, está reclamando da morosidade da polícia em resolver o caso. A polícia alega que já identificou os autores do latrocínio – o operário teve a bicicleta roubada após ser esfaqueado –, mas que eles estão foragidos.
O operário, que foi jogador do Matsubara e do União Bandeirantes, foi morto no dia 8 de outubro na saída de um bar depois de discutir com quatro rapazes identificados como Marcelo Camargo, 22 anos, Paulo Roberto Gervásio de Moraes, 20 anos, e os irmãos César Ferreira Lima, 21 anos, e Sérgio Ferreira Lima, 24 anos. Apenas Moraes cumpriu prisão provisória e foi solto anteontem.
O irmão do operário, o motorista Wagner Gonçalves, 26 anos, acusa a polícia de só ter aberto inquérito para apurar o caso depois que os acusados já haviam fugido. Ele reclama ainda que todas às vezes que tenta obter informações sobre o caso, não é atendido pelo delegado Manoel Pelisson. Segundo informações da Polícia Civil, o inquérito foi aberto no dia seguinte. A família do operário diz que os acusados fugiram três dias depois do crime.
O delegado Pelisson, disse que o autor da facada que matou o operário é Marcelo Camargo e que por isso ‘‘achou por bem não pedir a prorrogação da prisão temporária’’ de Moraes, que estava preso. Ele afirmou que o caso já está resolvido, só restando prender os outros acusados.

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