Família queria conversar com matador de pais
Família queria
conversar com
matador de pais
Tamanha a brutalidade e o despropósito dos crimes, que as famílias das vítimas estão inconformadas e tentando acreditar em tudo o que aconteceu. A família do casal Kovalkeviski ficou sem saber o que pensar sobre a atitude de Osmir Aparecido. Os três filhos de Cláudio e Erotilde passaram horas na delegacia de Ponta Grossa tentando conversar com o assassino. Eles queriam uma explicação para a morte de seus pais.
Lorildo Kovalkeviski, um dos filhos, disse que Osmir sempre foi muito bem tratado pelos seus pais, não havendo razão nenhuma para matá-los. Ele matou porque é realmente um assassino, disse Lorildo. Na avaliação dos familiares, Osmir não possui nenhum problema mental e comete os assassinatos para roubar ou por sentir-se ameaçado.
Os irmãos Kovalkeviski garantem que vão acompanhar o caso até o final, pressionando a Justiça para que Osmir seja condenado à pena máxima. Lorindo explicou que foi até a delegacia porque queria ver ele dizer na minha cara porque matou meu pai. A indignação da família é o retrato da comoção que tomou conta da comunidade de Roxo Rois, que viu uma localidade tranquilia e pacata transformar-se no palco de cinco assassinatos.
Os pais de Daniel Vaz, 9 anos, ainda resistem em acreditar no fato de que o filho está morto. Quando a polícia descobriu o corpo do menor, os pais foram até o Instituto Médico Legal e não reconheceram como sendo o seu filho. A identificação só foi possível porque depois de preso o próprio assassino garantiu que o corpo era de Daniel Vaz.(G.F.)





