A família da professora Cleusa Bento Correia, de 48 anos, atropelada e morta ontem por uma viatura do Pelotão de Choque do 5º Batalhão da Polícia Militar, quer mais informações sobre as circunstâncias do acidente. ''Não tivemos nenhuma informação da polícia. Agora estamos tentando encontrar as duas mulheres que presenciaram tudo para que possam nos esclarecer melhor'', contou o cunhado da vítima, José Carlos Vacário.
Casada e com três filhas, a vítima tinha começado a dar aulas no Jardim Santo Amaro, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), há duas semanas. O abalo da família foi ainda maior, pois Cleusa sempre foi uma mulher muito esperta. ''Não sabemos por que ela atravessou a rodovia. Se tivesse de ônibus ela já estaria do lado certo. Ela costumava descer em frente à Coca-Cola'', relatou. Vacario acredita que Cleusa possa ter pego carona com algum veículo da prefeitura e descido do lado oposto da pista.
Uma das indagações dos familiares era se o policial estava dirigindo em alta velocidade. ''Pelo que soubemos, não havia perseguição e ele só estava levando a viatura de volta para o batalhão'', relatou. Vacario contou que esteve no local do acidente e, como a vítima foi arrastada por 50 metros, ele acredita que a viatura deveria estar acima da velocidade permitida no trecho, 70km/h.
O corpo da professora está sendo velado na Casa de Velório de Cambé, cidade onde residia. O sepultamento está marcado para hoje às 8 horas no cemitério da cidade.

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