Família quer mais ação da polícia
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sexta-feira, 27 de dezembro de 1996
Paulo Ubiratan 
A família do engenheiro Edilson Onishi, asssassinado durante um assalto em maio desse ano, está preocupada com a fuga do criminoso confesso Nilton Gonçalves da Silva, ocorrida no último dia 15, do 2º Distrito Policial (zona leste). Segundo o advogado da família e assistente de acusação, Marcelo Leal, eles não aceitam que o criminoso continue solto.
É dever do Estado mantê-lo preso. Não temos culpa dos problemas da polícia pela incapacidade de vigiar presos, alegando falta de infra-estrutura. O que pedimos é o mínimo direito de segurança e Justiça, afirmou o advogado. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Leonyl Ribeiro, informou ontem que é somente uma questão de tempo colocar Gonçalves da Silva de volta na cadeia.
A fuga do preso movimentou também os altos escalões do governo Estadual. Há menos de uma semana, Leonyl Ribeiro recebeu um pedido de providências da vice-governadora Emilia Belinatti. Gonçalves da Silva fugiu pelo teto do 2º DP junto com mais sete presos. Apenas um foi recapturado.
O delegado responsável pelo distrito, José Carlos Bassalobre, na época da fuga, disse à imprensa que, com o tipo de construção frágil dos distritos policiais, os presos não levam mais de uma hora para fazer um buraco na parede.
Ele chamou a atenção para fato de que a segurança da noite nos distritos é feita apenas por um policial e que as celas estão superlotadas, com o dobro de suas capacidades. Marcelo Leal não descarta a hipótese de pedir indenização ao governo do Estado, por não dar o direito de Justiça à família Onishi.


