A família de Carolayne Alves Rocha vai entrar na Justiça contra a Prefeitura de Londrina e o Pronto Atendimento Infantil (PAI). A menina, de um ano e cinco meses, morreu no último dia 30 de abril depois de ser medicada e liberada pelo PAI. A advogada que cuida do caso, Ana Paula Braga, disse que estava esperando a conclusão do procedimento administrativo instaurado pela Secretaria Municipal de Saúde para investigar a morte da criança. A conclusão do processo, divulgada segunda-feira pelo secretário Silvio Fernandes, é que a morte da Carolayne foi uma ''fatalidade'' e que não houve erro médico.
De acordo com a advogada, a conclusão é inaceitável. ''Nós não concordamos com o resultado desse procedimento administrativo e vamos mover uma ação contra o hospital e a prefeitura buscando uma indenização'' afirmou.
A Justiça é agora a única esperança de consolo para a mãe de Carolayne, Aline Maria Souza Rocha, 21 anos. ''Só vou ter paz outra vez quando alguém me der uma explicação ou assumir a responsabilidade pela morte da minha filha'', afirmou. Ela contou que ficou indignada com o processo administrativo: ''Minha filha era tudo para mim e não é porque eu sou pobre que eles podem fazer as coisas e não assumir.''
Aline luta contra a depressão e disse que só com a ajuda da família e dos amigos está se recuperando. ''Carolayne era uma garota saudável, estava com as vacinas em dia e nunca ficava doente'', observou. ''Eu levei minha filha no PAI para ser medicada de uma gripe forte, um princípio de pneumonia. A minha revolta é que a médica me garantiu que eu podia trazer a Carolayne para casa que ela iria ficar boa e o que aconteceu é que a minha filha morreu nos meus braços.''
Aline disse que está recorrendo à justiça para a que verdade apareça. ''Sei que dinheiro nenhum do mundo vale a vida da minha filha, mas o que aconteceu com ela tem que ser esclarecido. Não quero que nenhuma outra mãe passe pelo que eu passei.''
A diretora-executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Margarete Shimiti, informou que respeita e entende como um direito o fato da família recorrer à Justiça e se coloca à disposição da família para qualquer esclarecimento. (Colaborou Célia Polesel)

mockup