Família quer empenho na solução da morte de estudante
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sábado, 03 de abril de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Foi sepultado ontem de manhã, no Cemitério João XXIII, Jardim Higienópolis (área central de Londrina), o corpo da estudante de enfermagem, Eline Maria Rodrigues Gomes Dessunti, 23 anos. A universitária foi encontrada morta com um tiro na cabeça na manhã de anteontem em sua cama, na casa do Conjunto Aurora Tropical (Zona Oeste de Londrina) onde residia com o marido, David Dessunti.
''Foi uma coisa horrível'', resumiu uma colega de trabalho da vítima. Eline e o marido trabalhavam como auxiliares na Santa Casa de Londrina e cursavam enfermagem na Universidade Norte do Paraná (Unopar). David acompanhou o velório e o sepultamento amparado por familiares.
Em entrevista à Folha, um tio da jovem afirmou que se depender do empenho da família o responsável pela morte da sobrinha não ficará impune. ''Foi mais uma filha de Londrina que se foi dessa forma cruel. Vamos procurar a Polícia, a Justiça e a imprensa para nos ajudar.'' Ele reclamou da demora na liberação do corpo. Segundo ele, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) pela manhã, mas foi liberado apenas no início da noite. A reportagem procurou por telefone o chefe do IML, Gabriel Fernandes Neto, mas ele não foi encontrado para falar sobre o assunto.
O perito do Instituto de Criminalística, Luciano Bucharles, detalhou no dia do crime que Eline teria sido morta entre 6 e 8 horas da manhã e que o tiro que a matou, provavelmente, teria sido disparado à curta distância da cama. Gavetas e a bolsa de Eline foram encontradas reviradas mas, segundo a polícia, nenhum objeto de valor teria sido levado.
A Polícia Civil já ouviu algumas pessoas, entre elas o marido da universitária, e trabalha com duas linhas de investigação: latrocínio (roubo seguido de morte) e homicídio premeditado. Ontem pela manhã, tanto o delegado do 3º Distrito Policial, Manoel Pelisson, quanto o delegado-operacional da Força-tarefa de Homicídios, Márcio Vinícius Amaro, trabalhavam na investigação do crime.
Eline comemoraria ontem três meses de casamento. Segundo o familiar, o casal morava sozinho mas nos próximos dias iria ter a companhia do filho de um primeiro casamento de David. ''Ela gostava muito dessa criança'', lembrou o tio. A auxiliar de enfermagem era a filha mais nova entre três irmãos. A mãe é professora e o pai faleceu há alguns anos.


