Familiares da aposentada Josefina Sanches, 84 anos, registraram queixa ontem na 10 Subdivisão Policial (SDP) para que a polícia apure as circunstâncias da morte da idosa, ocorrida ontem pela manhã no Hospital da Zona Sul, em Londrina. A família alegou que Josefina estava na Casa de Repouso Campo Livre, na zona leste, e, segundo a direção da instituição, ela teria sofrido uma queda no dia 18 de agosto.
Conforme a amiga da família, a enfermeira Mirian Vaz, Josefina estava internada na Casa há quatro meses. Na última segunda-feira, a família foi avisada pela direção do espaço que Josefina teria sofrido uma queda e precisou ser levada à Santa Casa. O hospital liberou a idosa mas na quarta-feira ela apresentou inchaço no rosto e foi levada para o Hospital da Zona Sul. Uma tomografia comprovou que ela havia sofrido um traumatismo craniano frontal. ''O médico nos orientou de que ela poderia ter sido espancada ou ter sofrido uma queda muito violenta'', afirmou Mirian. De acordo com a enfermeira, Josefina não tinha problemas para se locomover.
As proprietárias da casa de repouso, Maria Helena Ferreira e Helenice Alves Santos, rebateram qualquer acusação de maus tratos. A Folha esteve na instituição e percebeu que no local existe rampa de acesso e borracha anti-derrapante.
O auxiliar Edivaldo José disse que viu quando a idosa caiu. Ele contou que ela estava na área externa e ao tentar entrar na cozinha se desequilibrou, caiu de costas e permaneceu desacordada por alguns minutos. O Siate teria sido acionado imediatamente e a família avisada sobre o acidente.
Passados dois dias da alta, seu rosto começou a inchar e foi imediatamente encaminhada de volta ao hospital. A direção da casa garantiu que ela teve acompanhamento diário no tempo em que ficou internada. A clínica foi aberta há quase três anos e atualmente trata de 13 pacientes.
O delegado de plantão na 10 Subdivisão Policial, Valdir Fernandes, informou que registrou a ocorrência e que iria remeter o inquérito para ser apurado pelo 2º Distrito Policial. Além disso, ele pediu que o corpo fosse encaminhado para exames no Instituto Médico-Legal (IML).

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