Família que viaja unida, aprende mais
Diferenças que se completam para garantir momentos felizes: é assim que a artista plástica Regina Menezes, 50, e o médico sanitarista Luiz Cordoni, 60, planejam as viagens em família. Pouca roupa na mochila - ''só o que o que cada um consegue carregar'', diz Regina - e muita disposição para colocar em prática o roteiro cuidadosamente planejado por Cordoni é o suficiente para pegar a estrada.
Sempre juntos, eles já conquistaram a América, a Europa e partes do Brasil durante longos passeios. ''Costumávamos acampar até nosso filho completar seis anos.'' Hoje, as responsabilidades determinam períodos curtos de descanso mas, para eles, o que mais importa numa aventura é experimentar a cultura local e tirar lições de vida.
''Quando viajo tenho a certeza da liberdade de decidir minha vida, descubro que viver não é só trabalhar e como é maravilhoso, e possível, ser muito feliz com tão pouco'', confessa Regina, lembrando que a última aventura do casal foi morar 15 dias em Milão para ficar mais tempo com o filho, que vivia na Itália. ''Fizemos as contas e chegamos à conclusão que seria mais barato alugarmos um pequeno apartamento, onde tínhamos banho quente e cozinha. Meu filho e meu marido tiveram a oportunidade de cozinhar juntos, algo que os dois gostam e que há tempos não faziam.''
E quando as vontades divergem, o casal se separa para realizar experiências únicas. ''Por temos interesses diferentes, quase sempre ele vai para um lado e eu para outro. Combinamos de nos reencontrar no fim do dia e comentamos sobre nossas aventuras solitárias. Enquanto ele planeja, eu deixo o acaso me levar'', declara Regina, que aproveita o ''olhar curioso de turista'' para aprender cada vez mais como melhorar a vida.
Viajando de trem e ônibus, o casal só não abre mão de ficar em hotel, ''confortável, com banho quente, mas de baixo custo''. ''A gente aperta o orçamento aqui e ali, pois não queremos tirar a vaga de quem precisa mais do albergue do que a gente'', justifica Regina, acrescentando que o espírito aventureiro passou dos pais para o filho Daniel, 22, que já viajou de mochila pelos Estados Unidos, Nova Zelândia e morou na Itália. (M.G.)





