Família que toca unida, permanece unida
Além de difundir a viola caipira, a Orquestra São Domingos Sávio une famílias. Como bem exemplifica o aposentado Benedito Garboza, 69 anos. Ele participa dos ensaios ao lado da neta, Ana Julia Garboza, 11, e de outros dois parentes próximos. ''Tenho um irmão e um filho tocando com a gente também'', comenta Garboza.
A família, unida, possibilita ensaios animados não só quando toda a orquestra está reunida, mas também em casa. ''Às vezes, no sábado, nos reunimos para fazer um barulho. São encontros bem animados'', diz.
A paixão do avô e dos tios despertou o interesse da pequena Ana Julia. Ela participa do projeto há quase um ano e meio. Foi ela quem convenceu o avô a fazer parte da orquestra.
Ana Julia reconhece que o normal seria ocorrer justamente o contrário e se sente feliz e confiante ao ver tantos rostos conhecidos na hora das apresentações. ''A gente se reuni e quando alguém não entende direito pode tirar as dúvidas em casa mesmo'', diz.
A menina assume que seu gosto é diferente do da maioria das garotas de sua idade, mas garante que isso não diminui seu amor pela viola nem a preferência de ouvir um ''modão''. E aconselha os amigos: ''Se estiverem com o tempo livre, venham praticar um pouco de viola para conhecer.'' (V.F.)





