Campo Mourão A família de sem-teto que invadiu segunda-feira um módulo abandonado da Polícia Militar, em Campo Mourão, ganhou uma casa para morar e um emprego para o jardineiro e servente de pedreiro Luiz Antônio de Oliveira, 19 anos, que estava desempregado. Eles foram levados, anteontem à noite, para uma casa da prefeitura.
A diretora do Departamento de Ação Social, Sílvia Andréia da Rocha, disse que Oliveira e a família poderão ficar na casa até janeiro. ''Até lá, teremos prazo para conseguir uma solução definitiva para o problema'', explicou. A residência fica no jardim Pio XII, um bairro próximo à casa onde Oliveira morava antes de ser despejado.
Ontem à tarde, o departamento também confirmou que conseguiu um emprego para Oliveira numa empresa próxima ao módulo que a família dele usou como casa durante dois dias. ''Agora, estamos encaminhando o caso das crianças'', disse Sílvia da Rocha. Das duas crianças da família, uma menina de oito anos nunca foi à escola. A outra tem dois anos.
Além de Oliveira, das meninas e da mulher, Valdinéia, 22, que espera o terceiro filho para o próximo dia 21, também se mudaram para a nova casa a mãe dele, Iracema, 52, e um irmão mais novo, de 11 anos. Iracema também estava sem casa havia 15 dias, quando uma filha foi embora da cidade. Ela dormia numa casa em construção em frente ao posto 24 horas.
O módulo invadido foi desativado desde que a PM ganhou um destacamento no bairro. O 11º Batalhão da Polícia Militar informou que não tem interesse no prédio e que ele pode ser demolido. A Associação de Moradores do Lar Paraná sugere que o módulo seja reformado e transformado numa central de informações.

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