Nem todo lavrador que busca trabalho longe do solo paranaense arrepende-se da escolha. Trabalhadores rurais de Nova América da Colina (32 km ao sul de Cornélio Procópio) viajam há décadas para a região de Marília, no interior de São Paulo, para tirar dos pés de café o sustento das famílias.
O problema é sempre o mesmo. Com a falta de emprego na terra natal, os trabalhadores são obrigados a buscar outras opções de renda no município de Garça. Um dos mais experientes nesta empreitada é Givaldo Pereira da Silva, 61 anos. Há 17 anos ele deixa a cidade paranaense para buscar, junto como os familiares, o sustento nos cafezais paulistas. Sempre com o mesmo patrão, três meses por ano.
O alojamento é em casa de alvenaria, dividida por três famílias. Depois de muito tempo trabalhando na colheita, hoje Givaldo Pereira é fiscal. Os ganhos dependem da quantidade colhida pelo grupo, inclusive pelos dois filhos dele, de 26 e 32 anos. ''Sempre dá para voltar com um bom dinheiro. O que a gente ganha aqui em um mês, lá ganha em três'', comenta. Os mais fortes colhem de 18 a 20 sacos por dia. Hoje, a remuneração é de R$ 5,00 por unidade. (F.R.F.)

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