Família protesta para denunciar impunidade
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Giovani Ferreira 
Dois anos após a morte do estudante Rafael Rodrigo Zanella, na época com 20 anos, a família ainda cobra das autoridades a punição de todos os envolvidos. Às 10 horas de hoje a mãe de Rafael, Elizabetha Zanella, organiza um protesto em frente ao Palácio Iguaçu, na tentativa de sensibilizar o governo sobre a impunidade verificada nesse caso, que até agora condenou apenas duas das nove pessoas apontadas pela família como suspeitas de estarem envolvidas direta ou indiretamente na morte do estudante.
De acordo com Elizabetha, o protesto também servirá para mostrar que o caso encontra-se parado na Justiça por falta de promotor. Na avaliação da mãe os envolvidos estão usando de subterfúgios legais para prorrogar as investigações, na tentativa de fazer com que o crime prescreva. O último promotor designado, Mário Sbalqueiro, teria se afastado do caso no dia da última audiência, sem nenhum aviso prévio de sua desistência.
Hoje a família estará fazendo um apelo ao Procurador Geral da Justiça, Gilberto Giacóia, para que seja escolhido um novo promotor. Quando Rafael foi morto o governador Jaime Lerner e o secretário de Estado da Segurança, Cândido Manoel Martins de Oliveira, estiveram na casa da família Zanella pedindo desculpas em nome do Estado e prometendo rigor nas investigações e na punição dos envolvidos no caso.
Até hoje foram julgados e condenados os ex-policiais Airton Adonsk Júnior e Reinaldo Siduowiski, que foram indiciados como co-autores e receberam uma pena de 38 e 21 anos de prisão, respectivamente. O policial Almiro Schimdt, apontado como o autor do disparo que matou o estudante encontra-se na Prisão Provisória de Curitiba, onde aguarda julgamento.
Os outros envolvidos, que a família entende que também deveriam ser punidos, como o policial Jorge Bressan e o delegado Maurício Fowler, foram inocentados e continuam fazendo parte do quadro da Polícia Civil.
Rafael foi morto no início da noite do dia 28 de maio de 1997, quando em companhia de alguns amigos estava indo para um jogo de futebol. O carro dirigido por Rafael foi abordado por policiais à paisana e o tiro foi disparado pelo policial antes que o estudante descesse do carro.


