O Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDH-Ld) que saber o que aconteceu com o vendedor de frutas Paulo Rogério Duarte, 23 anos, desaparecido há um ano e cinco meses em Foz do Iguaçu. O CDH-Ld foi acionado pela família do vendedor, que está desesperada com o misterioso desaparecimento do rapaz. Duarte teria saído de casa, localizada à Rua Padre Manoel da Nóbrega, 161, no dia 8 de agosto de 2000, para trabalhar no lado paraguaio da Ponte de Amizade e nunca mais foi visto. O rapaz deixou para trás todos os documentos, a esposa Adriana Rocha Furquim e uma filha, hoje com um 1 ano e seis meses.
Segundo a comerciária Márcia Aparecida Duarte Souza, 28 anos, uma dos 10 irmãos do vendedor, a família – que reside em Jataizinho – já tentou de tudo para localizá-lo. Vários irmãos foram até Foz e nunca conseguiram nenhum tipo de notícias. Segundo ela, a mãe, Leonina Duarte, 68 anos, ‘‘morreu por dentro’’ com o sumiço do caçula. ‘‘Tudo que a gente quer é saber o que aconteceu com ele’’, explicou Márcia. O CDH, segundo ela, é a última esperança.
De acordo com Márcia, Paulo Rogério, a mulher e a filha mudaram para Foz, depois que o sogro do vendedor o convençou a ir trabalhar com ele. ‘‘Ele sempre foi um rapaz honesto e trabalhador. Ele trabalhou mais de seis anos em um restaurante tradicional de Londrina, estava bem, mas quis tentar a sorte lᒒ, contou. Segundo Márcia, fazia apenas dois meses que os três estavam morando em Foz quando o irmão sumiu. ‘‘As únicas informações que tivemos foi o que a esposa dele contou. Ela veio aqui, trouxe todos os documentos dele e um boletim de ocorrência registrando o desaparecimento do Paulo. E só. Dois meses depois, ela voltou para Foz e logo se amigou com um outro rapaz’’, disse.

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