Família precisou recorrer a programa
Moradora da zona sul de Londrina, a diarista Sandra (nome fictício) precisou percorrer uma "via-crúcis" em busca de vaga na creche para o filho de 2 anos. A procura começou há um ano. Mas a resposta junto aos estabelecimentos mais próximos da casa de Sandra eram sempre negativas. "Até que uma amiga me disse que se eu estivesse no Bolsa Família, isso seria um facilitador. Eu até então não precisava, mas foi a única forma de me enquadrar", lamenta.
Sem a creche da rede pública, ela se viu numa encruzilhada. Ou pagava R$ 600 numa creche particular ou pagava R$ 350 para uma babá da vizinhança. "É algo que pesa para a gente. Não tenho condições e preciso trabalhar", diz. O jeito foi levar a criança para os bicos na casa de uma patroa antiga, até que a vaga fosse liberada. "Depois que consegui fazer o cadastro no Bolsa Família e conseguir o NIS (número de inscrição no programa), a vaga saiu", pontua.
A matrícula acabou sendo feita na região central, mais perto do trabalho da mãe. Agora que já tem onde deixar o filho, Sandra está em busca de um emprego fixo. Por conta do horário de funcionamento na creche, as opções são restritas. "A creche só funciona até às 18 horas. Se for comércio, já não dá certo porque até esse horário tenho que buscar o menino. Tenho que procurar noutra área", comenta.(A.L.)





