Família pede justiça pela morte de universitária
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sábado, 25 de agosto de 2007
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Familiares e amigos da estudante Ana Cláudia Caron, 18 anos, assassinada esta semana, fizeram um protesto silencioso pelas ruas centrais de Curitiba, na manhã de ontem. O grupo saiu em passeata da frente da academia que a universitária frequentava - próximo do local de onde ela foi levada por dois rapazes, na noite da última terça-feira -, em direção à Boca Maldita, no centro da Capital.
Carregando faixas, que pediam mais segurança e justiça, muitos vestiam camisetas estampadas com a foto da jovem e tarjas pretas nos braços, em sinal de luto. O mestre de Muay Thai, Katel Kubis, da academia onde Ana Cláudia e o namorado Madson Ramos Filho treinavam, reforçou que a intenção da passeata é cobrar justiça para que crimes como esse não fiquem impunes.
O corpo de Ana Cláudia foi encontrado em um matagal, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana. Segundo a polícia, ela levou um tiro na boca, foi entrangulada e teve o corpo queimado, principalmente, cabeça e órgãos genitais. Na madrugada de ontem a polícia encontrou totalmente incendiado o carro da universitária, um Fiat Palio, às margens do contorno norte.
Silmara Abreu Szacowzki, irmã de uma vítima recente de homicídio, decidiu participar da passeata em apoio aos familiares de Ana Cláudia. ''Viemos em solidariedade, pois esta é uma família que está sofrendo também'', disse ela. Sua irmã, Suzana de Abreu Szacowzki, também de 18 anos, foi morta por estrangulamento e pedradas na cabeça, no dia 15 de julho, depois de voltar de uma festa. O corpo da jovem foi encontrado em um terreno baldio no bairro Novo Mundo. A polícia identificou dois suspeitos. Um deles está preso.


