Família pede ajuda para tratar criança portadora de deficiência
Frederico Augusto Ferreira tem seis anos e deveria estar, como a maioria das crianças nesta época, vestindo a camisa número nove do Ronaldinho e torcendo pela Seleção Brasileira. Mas ele não pode curtir a Copa do Mundo e nem brincar, porque possui deficiências congênitas múltiplas. Entre elas, as mais graves são a completa cegueira nos dois olhos, o mau funcionamento do intestino e o encaixe imperfeito da coluna com o quadril, que impede Frederico de andar.
Filho da ex-secretária Izabel - que teve de deixar o emprego para cuidar de Frederico - e do tapeceiro Carlos Ferreira, ele já passou por uma cirurgia no intestino, sem sucesso, e há cerca de quatro anos viaja constantemente a Curitiba e São Paulo, onde recebe tratamento especializado em clínicas particulares.
A próxima sessão de exames, na capital paulista, está agendada para o dia 6 de julho. O problema é que a família, que mora em casa alugada em bairro de Cambé (13 km a oeste de Londrina), não tem recursos para as viagens, consultas médicas e cirurgias necessárias a uma possível recuperação motora de Frederico. O tratamento - demorado e caro - foi bancado, até o momento, através de doações, mas o dinheiro acabou.
Os exames são caros; o custo do tratamento é muito alto. Infelizmente, não temos mais recursos para prosseguir o tratamento. Todos os pais desejam que seus filhos sejam bonitos, estudiosos, tenham saúde e sucesso na profissão. Nós só queremos que o Frederico continue vivo, comenta Elza Ferreira. Ela destaca a necessidade das cirurgias e os riscos que elas representam ao menino, que está fragilizado e abaixo do peso normal.
Segundo ela, atualmente não existem recursos na medicina brasileira capazes de recuperar a visão do menino. As maiores chances de recuperação são através de cirurgias no intestino e no encaixe do quadril com a coluna, para que ele possa andar. Isto já representaria um avanço enorme para a vida de Frederico, explica a mãe.
No ano passado, a situação de Frederico foi divulgada no programa Jô Onze e Meia, do SBT, e o número de doações conseguidas foi bastante bom, segundo Elza Ferreira. Agora, estamos novamente necessitando de ajuda. Sabemos que há muitas pessoas boas e em condições de fazer as doações de que o Frederico precisa para andar, ter uma saúde melhor e uma vida mais feliz. Sabemos que ele nunca será normal, mas temos a esperança de que com o tratamento ele possa evoluir bastante.
As doações, em qualquer valor, podem ser feitas na conta 0411869, da agência 0362, do banco HSBC-Bamerindus em Cambé. Contatos com a família podem ser feitos através do telefone (043) 254-5139, na tapeçaria onde trabalha Carlos Ferreira.Paulo WolfgangApeloFrederico com a mãe, Izabel: O tratamento é muito caro e não temos mais recursos. Queremos que ele continue vivoOsmani Costa





