Família pede ajuda para cirurgia da filha
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sábado, 21 de fevereiro de 1998
Paulo Ubiratan 
Paulo WolfgangBatalhaGreiciely, 4 anos, com o pai Celso Batista: desde que nasceu, menina já foi submetida a 9 operaçõesA menina Greiciely Maria, 4 anos, precisa ser operada urgentemente para poder andar. Desde que nasceu, Greiciely já se submeteu a nove cirurgias e para completar todo o processo de recuperação deverá passar por mais três na perna direita. Segundo os médicos, estas últimas cirurgias que deverão ser realizadas não resolverão plenamente as condições de saúde da menina, mas lhe darão melhor qualidade de vida.
Ela tem uma misteriosa e enorme vontade de viver. Isto nos leva a não desistir da luta para manter Greiciely viva ao nosso lado, custe o que custar, afirmou o pai Celso Batista, 29 anos, que agora é obrigado a pedir ajuda à comunidade para salvar a filha.
A luta de Celso e da esposa Adriana, 24 anos, começou no quarto mês de gestação quando foram observadas as anomalias na menina. Como era esperado, Greiciely nasceu com hidrocefalia e parte da cabeça sem formação óssea (encefaloceli), com exposição do cérebro. Na mão direita faltam dois dedos e a mão esquerda não chegou a ser formada.
Durante a gestação, por mal formação do feto (conhecido como brida) houve rompimento de veias, músculos e nervos da perna direita. O motivo apontado para as anomalias teria sido rubéola adquirida pela mãe no início da gravidez. Segundo o pai, no Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp), onde a menina também foi operada, ficou constatado que a doença, mesmo não aparecendo para a mãe, teria se alojado diretamente no feto.
A operação para corrigir a encefaloceli foi realizada na Santa Casa de Londrina e obteve pleno sucesso. Foi a partir desta cirurgia que eu vi que minha filha iria sobreviver. A dedicação do médico Fahd Haddad que fez a operação e o carinho de todo o pessoal da Santa Casa reuniu uma força dentro de mim e de minha mulher, afirmou o pai. Para dar continuidade ao tratamento foi feita mais uma cirurgia na Unicamp, quando Greiciely perdeu a vista direita. No espaço de 18 meses a menina teve que se submeter a mais sete cirurgias. Neste mesmo espaço de tempo entrou em estado de coma duas vezes e sobreviveu.
Depois de tudo que minha filha passou não posso parar agora. Tenho de dar-lhe a oportunidade de andar, desabafou Celso. Ele afirma que os médicos lhe garantiram que o sistema neurológico da filha está estabilizado e o volume da cabeça diminuiu, chegando quase ao normal. Para o futuro ele já tem marcada a colocação de uma prótese para o cérebro que está coberto apenas por uma pele.
Esta será a última etapa, pois é necessário um tempo para ser realizada. Greiciely fala diversas palavras e está desenvolvendo o sistema motor em uma escola especializada. A vontade de andar da menina é tanta que as diversas tentativas tem causado problemas de atrofiamento no pé esquerdo que é normal. A ajuda em dinheiro para Greiciely deve ser depositada no número C 5175-5, agência 376 do Banestado. A família precisa de, no mínimo, R$ 3 mil.


