Nelson Paião tinha voltado a trabalhar como taxista há 19 dias quando foi assassinado. Segundo os familiares, ele estava na maior expectativa porque faltavam apenas três anos para se aposentar.
Nelson trabalhava como taxista desde 1990 e no final do ano passado foi dispensado pelo dono do carro para que o filho trabalhasse. Nelson passou, então, a trabalhar como mototaxista. O genro dele, Claudinei Moraes da Silva, disse que Nelson era muito querido tanto pela família como pelos vizinhos. Ele contou que no domingo, apesar de ter dormido apenas uma hora, Nelson levantou-se assim que as netas de cinco e seis anos chegaram. ''Ele brincou o dia todo com as meninas, com a maior paciência e alegria. Ele era sempre assim. Espero que os culpados fiquem presos por muito tempo.''
Claudinei lembrou que Nelson já havia sido assaltado duas vezes, mas nunca reagia. ''Ele sempre falava pra gente não reagir e entregar tudo. Nas duas vezes que foi assaltado, ele entregou todo o dinheiro aos ladrões, não acredito que tenha reagido desta vez''.
A expectativa da família é que os assassinos sejam julgados. ''A gente sabe que a Justiça é demorada e muitas vezes não funciona. Esperamos que eles fiquem presos por muito tempo. Mas não sabemos se isso vai acontecer, já que um deles é menor.''

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