Família morre em acidente na BR-116
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2003
Ellen Taborda<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Quatro pessoas de uma mesma família morreram em um acidente de carro no Contorno Leste, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Familiares reclamam da falta de sinalização na obra que foi inaugurada no final do ano passado.
O acidente foi no Km 102 da BR-116, no final da noite de sábado. O Fiat Prêmio de placa MCO 2910 rodou na pista e bateu de frente com uma mureta de proteção. O motorista Luiz Eduardo Hey, a mulher dele Isabel ambos de 44 anos e o filho Luiz Henrique, de 8, morreram na hora. Outra filha do casal, Ana Cláudia, de 11 anos, foi socorrida e levada ao Hospital Cajuru, mas não resistiu e acabou falecendo. A outra filha, também ocupante do carro, Anabel, de 7 anos, teve ferimentos leves.
Segundo a irmã do motorista, Sônia Maria Costa, 49 anos, os cinco voltavam do bairro São Braz, na região norte de Curitiba. Eles tinham ido visitar a mãe de Luiz Eduardo, que está doente. Sônia acredita que o acidente foi provocado pela falta de sinalização no local. ''Eles inauguraram, mas não sinalizaram direito. Tem que arrumar ou então fechar a estrada.''
Segundo a assessoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), toda a Rodovia do Mercosul, da qual o Contorno Leste faz parte, está sinalizada adequadamente. Também não há irregularidades segundo a Polícia Rodoviária Federal. O acidente será investigado pela Delegacia de Acidentes de Trânsito de Curitiba.
Sônia reclamou ainda da demora de 15 horas para a liberação dos corpos no Instituto Médico-Legal (IML). Segundo o plantão do instituto, havia 10 corpos aguardando liberação e houve problema no sistema de computadores. No Serviço Funerário Municipal, em Curitiba, Sônia conta que só conseguiu utilizar os serviços da funerária de Araucária, que já a estava acompanhando, depois que chamou a imprensa. Segundo o plantão do serviço funerário, a documentação foi logo liberada quando se verificou que o acidente não tinha ocorrido em Curitiba, mas em São José dos Pinhais. Pela legislação municipal, quando a morte é registrada em Curitiba, a família tem que contratar os serviços de uma funerária da cidade, escolhida por sorteio ou de uma do município onde ela reside.


