Uma das maiores famílias de imigrantes italianos do Paraná promoveu ontem o primeiro encontro no Bosque da Uva, em Santa Felicidade, em Curitiba. Cerca de 1,5 mil integrantes da família Túlio, vindos de todo o País e até do exterior, participaram de uma intensa programação. Os convidados preencheram um cadastro que vai ser usado para a elaboração da árvore genealógica da família e para compor um livro com a história da família, que está comemorando 120 anos de imigração para o Brasil.
Um grande esquema de organização foi montado para o encontro, com camisetas de identificação para todos os familiares e crachás para os convidados. Uma tenda com palco foi marcada para as apresentações de música e dança e durante o almoço foi distribuída uma polenta gigante de 200 quilos. Como sobremesa foi servido um bolo com 150 quilos. O empresário Reinaldo e o advogado Gedião organizaram o encontro durante seis meses.
O primeiro passo foi procurar, na lista telefônica de Curitiba, os Túlio ainda desconhecidos. Novas ramificações da família foram sendo descobertas, chegando aos Estados Unidos. Aquiles Túlio saiu do Brasil para viver nos Estados Unidos há 25 anos, onde teve dois filhos e um neto. Ele voltou ao Brasil especialmente para a festa.
A programação não poderia deixar de incluir a hora da foto de família, quando os 1,5 mil convidados se reuniram para o retrato, entre os quais estavam o mais jovem e o mais velho Túlio. Natalino Túlio nasceu em 1905 e tem 11 netos e quatro bisnetos. Ele conta que os pais vieram da Itália e criaram 14 filhos no Brasil, trabalhando com plantações de erva-mate e milho. Posteriormente, a família se especializou no artesanato de vime, chegando a ter uma empresa com mais de 70 empregados. A mais jovem integrante da família presente na festa foi Luize Marina Túlio, de apenas 33 dias.
O grupo que organizou a festa identificou como Agostinho Túlio o pioneiro da família no Brasil. Ele e a mulher teriam chegado em 1878 ao porto de Santos, com sete filhos. A família morou durante alguns anos em Morretes, no litoral do Paraná, mas a maioria se fixou em Santa Felicidade. Só naquele bairro, estima-se a existência de dois mil integrantes da família e outros três mil espalhados pelo resto do Estado.

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