Família faz a festa há 3 gerações
Cavaleiros são aqueles. Que lá vem beirando o mar. São os três Reis do Oriente. Que Jesus vão adorar, responderam os foliões durante a recepção do grupo. Em uma cerimônia simples marcada pela fé o dono da casa e sua família recebem os foliões com flores e devoção. Ajoelhados eles recebem a bandeira, um estandarte de madeira em que é representado o nascimento de Jesus, ornamentado com fotos e objetos que simbolizam os milagres obtidos.
O folião Leônidas Otávio Dutra, 61 anos, participa da festa há 45 anos. Ele atribui a longevidade da festa ao aspecto religioso. Nossa família realiza a festa há 63 anos por causa da nossa devoção. Sempre obtivemos graças, disse. Após a recepção o grupo entoa novas canções e orações próximo ao presépio no interior da casa. Em seguida são entregues as oferendas e realizada uma farta refeição. A cena se repete nas outras casas até o encerramento da peregrinação.
Da cepa nasceu a rama. Da rama nasceu a flor. Da flor nasceu Maria. De Maria o Salvador,, respondeu o contra-alto, Leodenis Aparecido de Souza. Ele mantém a festa e segue a tradição de seu pai. Souza, filho do embaixador do grupo, garante que sempre teve vontade de participar. Ele participa da festa há 33 anos.
A festa reúne quase mil integrantes da família Dutra. De acordo com um dos membros mais antigos, Amado Dutra, o casal de patriarcas vindo de Minas Gerais concebeu 15 filhos. Destes filhos somente um ainda permanece vivo. Um dos bastiões, membros do grupo caracterizados que simbolizam os soldados romanos, Francisco Dutra, mora em São Bernardo do Campo - SP, mas não perde a festa. ô uma ocasião especial em que há festa, tradição e devoção. Se um dia acabar a festa, acaba a família, enfatiza.





