Se uma professora pedir para os alunos desenharem sua família hoje, com certeza a tradicional formação de pai, mãe e filhos não será unanimidade. É cada vez mais comum pais divorciados que criam os filhos sozinhos, ou que casaram novamente. Mesmo nas famílias tidas como tradicionais, os papéis do pai e da mãe são diferentes. O aumento de divórcios e a mulher participando do mercado de trabalho foram fatores que influenciaram a mudança de cenário.
Com tantas configurações, os estudiosos da Psicologia já consideram que há 196 tipos de famílias, como as cangurus (quando os filhos adultos voltam para a casa dos pais), as homoafetivas e as monoparentais - caracterizadas por filhos que residem com apenas um genitor. As psicólogas clínicas e docentes da UniFil Alba Maria Mattos Costa e Maria José Parente Janini de Toledo explicam que a família é uma instituição afetiva, com vínculos fortes, independente da configuração.
''O que não pode se perder é a função de cada um. Que haja amparo, limites, diálogo'', ressalta Alba. ''Os pais precisam ter um tempo de qualidade para acompanhar os limites. Por exemplo, se mandam escovar os dentes, têm que supervisionar isso. Os pais precisam ter paciência, alguns limites são internalizados ao longo do tempo, em torno de um, dois anos, até mais'', recomenda Maria José.
De acordo com as especialistas, não importa o formato, se existir uma base de autoridade e afetividade, o resultado vai ser positivo.

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