Família espera liberação de ossada pelo IML há 4 meses
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de agosto de 2001
Erika Wandembruck<BR>De Curitiba 
A ossada de Hélio de Souza está retida há quatro meses no Instituto Médico-Legal de Curitiba (IML). Os ossos foram encontrados em 23 de maio do ano passado, em Morretes, no Litoral do Estado. Ficaram no IML de Paranaguá até fevereiro deste ano, quando foram removidos para Curitiba por falta de estrutura para a realização de perícia especializada no IML da cidade do litoral.
Apesar de o próprio diretor geral do IML, Wagner Luiz do Nascimento, admitir que a ossada realmente pertence a Hélio, por ter realizado a perícia no material na última sexta-feira, o laudo para a liberação do cadáver ainda não foi emitido. Nascimento alega que falta agilidade no setor, porque o departamento ainda não é totalmente informatizado. Mas garantiu que até o final de semana a família de Hélio poderá enterrar a ossada.
''O processo é muito demorado. Quando a família não reclama, esse é o tempo normal que se leva numa perícia minuciosa, para não haver erros'', justificou Nascimento. Segundo ele, foram feitos exames, fotos, cálculos para determinar estatura, além de consultas em livros e diversas tabelas.
Entretanto, Ester Martins e Edna de Souza, mulher e irmã de Hélio, respectivamente, não se conformam com a demora na liberação. Elas afirmam que assim que Hélio desapareceu comunicaram o fato ao IML. Disseram que um dos motivos da demora alegados pelo IML seria a falta de dinheiro para a revelação de fotos. A direção do IML nega. Não existe lei que estabeleça prazo para a liberação de ossos.


